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domingo, 2 de março de 2014

- É assim que as coisas funcionam, meu caro. - Disse com uma certa mágoa na voz. - Ou você cai e aprende a se levantar, ou você fica aí, na vontade de voar.
É estranho quando você se torna dependente de uma pessoa que saiu da sua vida, mas presente dentro de você e em todos os seus atos.
- De Janeiro a Janeiro.

E fim.

Sua mão passou pela minha bochecha, enquanto eu sorria. Enquanto eu explodia por dentro. Combinamos que não era para ser, que não teríamos um bom futuro. Que se não deu certo, por que daria na segunda vez? Você olhou pra mim, e perguntou se eu queria falar algo. Você estava radiante, como se tudo que estivesse acontecendo aqui, era uma compra de um sorvete, ignorando tudo. Eu quis dizer que tinha tudo para falar, quis dizer que não sabia o que fazer, mas não disse. Porque uma parte de mim sabia que era melhor pra você, que você teria coisa melhor. Enquanto a outra prometia se esforçar. Com meu melhor sorriso, e com as mais leves eu respondi; “Nada. Você vai ficar bem?” Enquanto você mordia seu lábio e fingia que pensava, eu gritei e esperneei por dentro, para que sua resposta fosse não, que você não ficaria bem sem mim. Mas você confirmou com a cabeça, e pediu desculpas. Eu não sei porque você pediu desculpas. Você não tem motivos para me pedir desculpas, sendo que você fez meu mundo todo brilhar. Seu erro foi não ter olhado nos meus olhos, e não ver o desespero. Seu erro é ser tão você. Seus olhos se moveram pro celular, você beijou a minha testa, simplesmente se foi. E me levou junto.
— E apesar de tudo, eu sou sua. 

Eu sou...Ninguém.

 Eu sempre vi tudo com um ponto de interrogação na ponta. Eu tenho problemas com os meus rins, porque eu bebi demais. É uma coisa confessável, e se essa palavra não existe, eu vou criá-la.  Sempre acreditei em Deus, mas a ciência é chamativa. Não é porque eu gosto de ciências, que não acredito em Deus, vou logo avisando. O mundo me parece muito tentador, com seus mil segredos mal revelados e suas mil perguntas, que ninguém esclarece.  Eu nunca fui bom com perguntas, eu nunca estava á um passo a mais. Venho de família de jornalistas, mas tenho medo de errar. Eu não entendo isso, mas tenho medo de perguntar demais, e irritar. De perguntar, e me chamarem de burro. E isso já aconteceu na escola.

sábado, 1 de março de 2014

Doce como Queijo

Era uma vez...
Ou duas,
ou três.

Na grande rua,
morava um jovem inglês.
Que gostava de admirar a Lua,
mas não só uma, e sim seis.

Apaixonado, sim.
Por mim.
Algo sem fim.
Simples e fácil assim.

E quem sou eu?
Eu sou a Lua.
É, Romeu.
Por que não me escolheu,
se sempre fui tua?
Por que nunca meu?

E a história se repete,
mastigada, como chiclete.
Como eu disse, mais uma vez.
Até que, cansada,
A lua de queijo, se desfez.

Leve-me

Me falte o respeito que a minha natureza produz,
me falte a memória para um dia na chuva,
me falte o ar, enquanto me mostra toda sua luz,
me falte a sua essência, e seu gosto de uva.
Mas não me falte você, porque eu posso ir a falência.

Leve como um elogio,
como um assobio.
Leve com uma penca de mágoas,
mas leve.
Porque o peso aqui comigo fica.

Qualquer um, me dê dois.



Entretanto,
entre um pouco.
Fique muito,
no meio de tudo.
Todavia, qualquer pessoa traz,
quaisquer felicidades e tristezas.
Quais você quer?
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