quinta-feira, 20 de março de 2014

A Lua queimava a escuridão dos céus, e as estrelas se escondiam na poluição da cidade. A brisa leve batia e a música bela jorrava pelos ouvidos. Sem agredir nem ferir, apenas para prazer trazer. Numa noite tão bela, como poderia rir, milady Bellum? Aos prantos numa cova, onde seu amante descansava no sono eterno.
Seu peito se enchendo de amargura. Clamando por seu amor. Mais de dois séculos deitado, e sua tristeza sendo derramada dia-pós dia.
Em seu vestido de cetim negro, se jogou por cima da grama com cheiro de morte. E agarrou as folhas, e implorou para uma última vez com seu amado. Oh, jovem lady. Por que pensa assim? E uma cobra tão escura quanto veneno, se rastejou por seu pescoço, e até seu amado a devolveu.

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